A caminhada acompanha o curso da Ribeira de Odelouca em torno da povoação de São Marcos da Serra, percorrendo um mosaico de hortas, pomares e vegetação ribeirinha.
Neste local, os campos agricultados e os montados de sobro da várzea encontram-se flanqueados pelos bosques densos de sobreiro e medronheiro que se desenvolvem a meia-encosta. É, porém, a cortina ripícola frondosa da ribeira que marca a paisagem.
O percurso segue por caminhos rurais; os terrenos férteis deste vale encontram-se bem aproveitados pelas gentes de São Marcos da Serra. A povoação fez-se rodear por hortas, árvores de fruto, olival e pomares de citrinos. A presença de espécies espontâneas como o pilriteiro, a aroeira, ou a pereira-brava, é uma constante.
No extremo norte do percurso, e apesar de se espreitarem algumas charcas, a paisagem torna-se mais árida. Dominam campos de forragem, pequenas manchas de pinhal, terrenos incultos, e extensos olivais com searas por subcoberto, sobretudo centeio.
Voltando à proximidade com a ribeira, encontram-se espécies típicas da vegetação ripícola do Algarve como o freixo, a tamargueira, salgueiros e choupos, a roseira-brava, vides bravas e silvados. Também os sobreiros se tornam exuberantes na vizinhança da linha de água. Rola, papa-figos, guarda-rios, pega-azul, coelho-bravo, rã-verde e rela, são algumas das muitas espécies que se podem observar, dada a diversificação de ocupações do solo.
No Lagoão, já às portas de São Marcos, a várzea alarga-se, formando uma extensa zona inundável, composta por um mosaico de hortas e pomares. Com vista sobre a ribeira, encontra-se o parque de merendas da Fonte Nova do Serrado. Atravessando São Marcos da Serra, é possível visitar a Igreja Matriz, sobranceira ao povoado. Ainda no largo da igreja, a noroeste, encontra-se uma emblemática chaminé algarvia do séc. XVII, ex-libris desta freguesia.
Início do percurso
37º 21' 43.47'' N 8º 22' 13.62'' W