O Passeio Pombalino percorre o centro histórico de VRSA, dando a conhecer o traçado geométrico das ruas do séc. XVIII, idealizadas pelo Marquês de Pombal. Símbolo do urbanismo pombalino, a cidade carateriza-se pela simplicidade e regularidade, tendo sido construída de raiz após o terramoto de 1755.
A Praça Marquês de Pombal é o coração da cidade, uma praça real no centro da qual se erigiu, em 1776, o Obelisco, símbolo do poder régio. A praça é enquadrada pelos edifícios da Câmara Municipal, do Corpo da Guarda, da Igreja Matriz e das restantes edificações de dois pisos, sendo rematada por quatro Torreões.
Caminhando em direção ao rio, alcança-se a Baixa-Mar, espaço marginal ao Guadiana. Já na Av. da República encontra-se a Casa dos Folques, antiga propriedade da família Ramirez, pioneira da indústria conserveira.
Atravessando a avenida em direção ao arco da antiga Alfândega, caminha-se ao longo da marginal na direção da foz. Na outra margem do rio ficam terras de Espanha e as fachadas da avenida são a face visível da cidade, sendo o espaço urbanístico mais ostensivo, edificado com dois andares e janelas de sacada.
O Hotel Guadiana, classificado como imóvel de interesse público, foi projetado pelo arquiteto Korrodi no início do séc. XX, cortando as linhas pombalinas com o seu estilo eclético. Considera-se hoje uma expressão de modernidade, no contexto da evolução histórica urbana.
As doze unidades que constituíam as Sociedades de Pescarias alinham-se simetricamente ao longo da avenida. Acumulavam a função industrial e a residencial, sendo constituídas por um pavilhão de dois pisos virado para o rio e um telheiro traseiro em forma de U, onde se processava a transformação do pescado.
A Casa Parodi, antiga habitação e fábrica de uma família pioneira da indústria conserveira, colhe agora o Conservatório Regional. Olhando para sul, ao atravessar o reticulado das ruas, vislumbra-se o Farol da cidade.
Início do percurso
37º 11' 40.36'' N 7º 24' 56.91'' W