Este percurso atravessa povoações típicas do interior do concelho de Tavira - Casas Baixas, Alcarias Baixas e Amoreira - e proporciona vistas panorâmicas sobre as serranias do Caldeirão. Esta serra é particularmente importante para a rara águia-de-Bonelli, uma ave de rapina emblemática, que tem aumentado a sua distribuição no sul de Portugal.
Casas Baixas e Alcarias Baixas são duas aldeias onde ainda predomina a construção em xisto e, a cada passo, se pode apreciar a arquitetura rural das povoações serranas. A envolvente, montado de azinho, olival e pomares de sequeiro, é parte integrante da economia destas populações.
Deixa-se Alcarias Baixas para trás seguindo por uma vereda ladeada por muro de pedra seca. A par com plantações de pinhal-manso e bosques dispersos de azinho, dominam agora os campos de pastagem, sendo frequentes os currais de pedra no cimo dos montes.
O trilho segue ao longo de um barranco com uma cortina de loendros, juncais e bunhais, que anuncia, mais à frente, a passagem a vau do Ribeirão, afluente da ribeira da Foupanilha. Aqui, as encostas revestem-se de azinheiras, oliveiras, zambujeiros e matos altos de esteva, sargaço, rosmaninho-comum e rosmaninho-verde. O mato denso proporciona a presença de animais como o coelho-bravo, o javali, a raposa ou a perdiz.
O cerro da Amoreira contorna-se por norte, numa zona de plantação de pinheiro-manso e pinheiro-bravo. Nesta zona, o barranco do Ribeirão aprofunda-se, e a vista alonga-se sobre o vale amplo e as serranias altas na direção de Martim Longo. Azinheiras seculares cobrem as encostas umbrias, entre esteval alto.
Passando pelo pitoresco monte da Amoreira, o trilho segue por linhas de cumeada em direção a sul, oferecendo sucessivas vistas sobre a paisagem serrana envolvente. Perto da aldeola de Passa Frio, antigos moinhos de vento e modernos aerogeradores convivem lado a lado, numa interessante expressão de renovação dos saberes.
Início do percurso
37º 20' 35.18'' N 7º 46' 54.87'' W