O percurso desenvolve-se em torno desta aldeia serrana que se assume como o centro algarvio de divulgação da Escrita do Sudoeste, sendo também palco de um já emblemático festival anual de caminhada.
A poente do centro do Ameixial, alcançam-se amplas vistas sobre os cerros do Caldeirão e sobre o mosaico de parcelas rurais e florestais típico da região. A agricultura de subsistência ocupa grande parte da população, como atividade principal ou em complemento à criação de gado, à apicultura ou à extração de cortiça.
Na Fonte da Seiceira, local oficial de festas e bailes, encontra-se um espaço de lazer com parque de merendas, um espelho de água e áreas de relvado e de sombra. Diz-se da água da fonte que é rica em ferro e tem propriedades medicinais. De volta ao Ameixial, dominam as pequenas hortas e as estruturas de apoio à rega: poços, picotas, noras e fontes.
Grande parte do casario do Ameixial e a Igreja Matriz exibem traços arquitetónicos tradicionais, fazendo-se uso de blocos e lajes de xisto, visíveis nos cunhais das paredes e no duplo beirado. Atravessando o centro da aldeia, passa-se pelo antigo forno de lenha comunitário e percorre-se a frondosa Azinhaga do Ribeiro. As instalações artísticas alusivas à Escrita do Sudoeste são uma presença constante.
Neste local, existe a possibilidade de seguir a estrada de terra para nascente durante cerca de 2 km e visitar a Anta da Pedra do Alagar, um monumento megalítico funerário com cerca de 4000 anos.
Descendo um trilho de pé posto na direção da Ribeira do Vascãozinho, atravessa-se uma mancha florestal de eucalipto. Mas, nos cerros circundantes, são os bosques de sobro e azinho que dominam a paisagem, acompanhados pelos típicos medronhais, estevais e rosmaninhais.
Início do percurso
37º 21' 42.21'' N 7º 57' 44.54'' W