Para viver com muita folia
São três dias de brincadeira e muita alegria, os que se vivem no Carnaval do Algarve. Nos tempos primitivos, os festejos, que remontam às festas pagãs romanas, simbolizavam o renascer da natureza e a esperança de colheitas favoráveis.
No Algarve, chamava-se "Entrudo" à pessoa que se mascarava e ia passeando pelas estradas e caminhos, fazendo barulho, com vozes disfarçadas e pregando partidas. Os bailes de "mascarinhas" eram momentos altos da festa, bem como as Estudantinas, grupos que cantavam quadras alusivas ao Carnaval.
Hoje, o Carnaval algarvio adoptou, sem preconceitos, os sons das escolas de samba brasileiras. Isto não impede outras manifestações mais genuínas, como os bailes na eira, ou as partidas.
Diversas são as cidades que elegem o Rei e Rainha do Carnaval, e o enterro do rei momo, na Quarta-Feira de Cinzas, é uma cerimónia bem pitoresca. Muito algarvias são as batalhas de flores, como há em Moncarapacho, Quarteira, Loulé, Vila Real de Santo António ou São Brás de Alportel.
São três dias em que o Algarve se enche de música, irreverência e até de um pouco de loucura, porque afinal “no Carnaval, ninguém leva a mal”.


