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Lince Ibérico

Felino predador em vias de extinção

Felídeo em perigo de extinção, o Lince Ibérico (Lynx Pardinus) povoou cinco regiões portuguesas: Algarve, Serra da Malcata, Serra de S. Mamede, Vale do Guadiana e Vale do Sado.

A faixa sul de Portugal foi a zona de maior ocorrência desta população, ocupando uma área de cerca de 650 km2 entre as serras de Monchique, Caldeirão e Espinhaço de Cão. Actualmente, está a fazer-se, a partir de Espanha, o repovoamento através de animais criados em cativeiro.

O Lince Ibérico pode ter um metro de comprimento, 50 cm de altura e pesar mais de 15 kg, mas a sua distinção assenta em características como a pelagem castanha-amarelada com manchas pretas, a cauda curta com a ponta preta, as orelhas com pêlos na extremidade, em forma de pincel, e grandes patilhas brancas e pretas.

Em Portugal, a regressão da espécie começou nas décadas de 1930 e 40, quando a campanha do trigo reduziu o seu habitat, mas agravou-se nos anos de 1950, com a diminuição das populações de coelho bravo, as florestações de pinheiros e eucaliptos e os incêndios de Verão. Ameaças que juntamente com a mortalidade causada pelo Homem, culminaram com a sua extinção em Portugal.

O Lynx Pardinus é hoje o felídeo mais ameaçado do mundo. Assim, apesar das normas nacionais e europeias que protegem a espécie e o seu habitat, é dever de todos minimizar os factores de perigo que continuam a colocar o lince à beira da extinção.

Actualizado em: 21-05-2012

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