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Visitar Silves

Visitar Silves 

O vermelho escuro das fortes muralhas do castelo dominando a cidade e a paisagem em redor. A arquitectura feita de luz e arte de uma igreja gótica. Os vestígios da presença árabe na história da cidade. As ruas de casas brancas que reflectem o sol e o céu azul. Atractivos de Silves, onde o passado se junta ao presente para tornar cada visita numa recordação que perdura.

Sé Velha
Edificada com o belo grés vermelho da região, possivelmente no local da antiga mesquita, o início da sua construção data da segunda metade do séc. XIII ou início do séc. XIV. Os trabalhos prosseguiram até meados do séc. XV, após desabamento parcial. Sofreu alterações arquitectónicas no séc. XVIII.
A fachada principal é dominada pelo portal gótico, envolto por um espaldar que termina num varandim suportado por cachorros com carrancas. O óculo e os dois botaréus completam os elementos da construção primitiva, já que toda a restante fachada e torres são barrocas. Ainda no exterior são de referir a grande janela ogival, com quatro colunelos, junto à escadaria, e o formoso conjunto da cabeceira da igreja.
Interior de três naves, com colunas de desenho singelo e arcos ogivais. 0 transepto e a ábside constituem, pela sua beleza, um bom exemplo da arte gótica.   Capela-mor ladeada por absidiais com abóbada nervurada. No altar-mor, uma imagem de jaspe de Nossa Senhora com o Menino (séc. XV/XVI?). No chão, lápides funerárias, referindo-se uma delas à sepultura do rei D. João II (1455/1495), falecido em Alvor, mais tarde trasladado para o Mosteiro da Batalha. Capelas colaterais do Santíssimo e de Nosso Senhor dos Passos, com imagens do séc. XVIII.
Junto à entrada principal abre-se a capela gótica de João do Rego, situada por debaixo da torre sineira, que contém dois túmulos sob arco-sólios.
Entre o património da Sé Velha contam-se duas grandes telas representando São José e Santa Bárbara (séc. XVIII), o retábulo renascença (séc. XVI) de uma das capelas laterais e os túmulos de mármore de João Gramaxo (1516) e de um bispo, com o relevo de um báculo.

Igreja da Misericórdia
Edifício do séc. XVI, revela a sua origem manuelina num pórtico lateral muito lavrado, colocado acima do solo, possivelmente a primitiva entrada. Na fachada principal, um pórtico de linhas clássicas. Interior de uma só nave. Capela-mor com abóbada nervurada e retábulo renascentista (séc. XVI), com pinturas posteriores. Conjunto de bandeiras da Misericórdia, ainda utilizadas em procissões.

Capela de Nossa Senhora dos Mártires
Situada extra-muros, foi erguida no séc. XII, em princípio para recolher os portugueses e cruzados mortos durante a primeira conquista de Silves. Foi reconstruída no séc. XVI e, mais tarde, no séc. XVIII.
Fachada principal ao gosto barroco, enquanto o denticulado da capela-mor pertence ao período manuelino (séc. XVI). Capela-mor com abóbada artesoada, rematada com Cruzes de Cristo e símbolos religiosos e militares. Retábulo do séc. XVI. Na capela, encontram-se também dois retábulos provenientes da Sé, em talha dourada (séc. XVIII).

Pelourinho
Símbolo do poder municipal. Reconstruído a partir de elementos do séc. XVI. Exemplar único em todo o Algarve.

Cruz de Portugal
Localizada junto à antiga estrada que estabelecia as ligações com o Norte e com o reino de Portugal (esta é, possivelmente, a origem do seu nome), desconhece-se a data exacta da sua realização (séc. XV ou início do séc. XVI).
É um dos mais formosos cruzeiros portugueses, tendo numa das faces Cristo crucificado e, na outra, a Mater Dolorosa. A base data de 1824.
 
Castelo
0 maior castelo do Algarve, e o mais belo monumento militar da época islâmica em Portugal, tem origem na cintura de muralhas construídas durante o período de ocupação muçulmana, provavelmente sobre fortificação tardo-romana ou visigótica (sécs. IV/V). Onze torres, das quais duas albarrãs - unidas às muralhas por um arco de suporte ao caminho de ronda -, e fortes muralhas envolvem uma superfície de aproximadamente 12.000 m2.
A porta dupla de entrada é defendida por duas torres, existindo ainda o postigo da "porta da traição" nas muralhas voltadas a norte. Quatro das torres, modificadas aquando da reconstrução realizada no séc. XIV ou XV, têm portas góticas, salas abobadadas e pedras marcadas com as siglas dos pedreiros medievais.
0 castelo, que abrigava a antiga alcáçova islâmica - o "Palácio das Varandas" cantado pelos poetas local de residência do senhor da cidade e de altos dignitários, de que foram encontrados vestígios nas escavações de sondagem realizadas, contém um poço muito profundo (cerca de 60 m), uma grande cisterna com quatro abobadas assentes em altas colunas e grandes silos subterrâneos para guardar cereais.
As suas torres e muralhas são um magnífico miradouro sobre a paisagem circundante.

Muralhas da Cidade 
As defesas de Silves, além do castelo, compunham-se por três linhas de muralhas, segundo a descrição de um cruzado que participou na sua conquista.
Dessas muralhas, apenas restam alguns panos construídos em arenito vermelho e taipa - mistura de argila, cascalho, areia e cal - e algumas torres que protegiam a área residencial, ou almedina, de Silves. Com pouco mais de 1 quilómetro de extensão, abrangiam uma área de sete hectares.
Das quatro portas da Almedina, resta o Torreão da Porta da Cidade, composto por uma torre albarrã, construída no séc. X11 ou XIII, que dá acesso à cidade através de dois corredores. A torre tem, no interior, duas salas e anexos onde durante séculos esteve instalada a Câmara Municipal e, desde 1983, os serviços da Biblioteca Municipal. 0 seu acesso é feito por uma escada exterior, construída posteriormente, e pelos dois altos passadiços originais.

Ponte sobre o Rio Arade
Construção de origem medieval, estabeleceu, até há poucos anos, as ligações de Silves com o litoral.

Museu Municipal
Encostado a uma das muralhas da cidade, tem no seu interior um poço-cisterna, revestido a alvenaria e taipa, de origem islâmica (séc. XI), com uma profundidade de 18m e 2,5m de diâmetro. Uma escadaria em caracol dá acesso ao fundo. 0 poço foi entulhado no séc. XVI e sobre ele foi construída uma casa que ocupava o local onde hoje se ergue o Museu.
As colecções do museu incluem espólios arqueológicos do concelho, merecendo referência especial a colecção de cerâmica muçulmana recolhida nas escavações feitas no castelo.

Centro Histórico
O tempo e o homem alteraram a cidade muçulmana e cristã que foi "cabeça" do Algarve. Silves mantém, porém, muito do seu encanto nas ruas da antiga almedina, que respeitam o traçado medieval.
As construções que se estendem das muralhas até ao rio são, em muitos casos, bons exemplos da arquitectura burguesa do final do séc. XIX e primeiras décadas do séc. XX, associada à prosperidade trazida pela indústria da cortiça.
Pode também fazer-se uma leitura do passado da cidade. A actual Rua da Sé foi a Rua Direita onde se aglomeravam as lojas dos grandes mercadores. A Judiaria ficava entre a Rua da Porta de Loulé e a actual Casa paroquial, enquanto a Sinagoga ficava extra-muros. A passagem entre a Judiaria e a Sinagoga era, então, feita pela Porta de Loulé, a oriente da Cidade, sensivelmente, perto do Castelo. E os muçulmanos conquistados tiveram, como sucedeu em todo o Portugal, as suas habitações fora das muralhas - a Mouraria - que se situava aproximadamente na área hoje delimitada pelas Ruas Samora Barros e Francisco Pablos.

Silves e os Descobrimentos
Silves participou na primeira fase da gesta dos Descobrimentos, dinamizados pela presença do Infante D. Henrique, o Navegador (7394/1460), no Algarve.
É a um Diogo de Silves que se deve a primeira viagem de reconhecimento dos Açores. João do Rego, Cavaleiro da Casa do Infante D. Henrique, e Gastão da Ilha, ligado ao povoamento da ilha da Madeira, têm os seus túmulos na Sé Velha. E um bispo de Silves chegou a armar uma caravela para as navegações nas costas de África.
São, porém, os Descobrimentos uma das causas da decadência de Silves, ao fazer dos portos do litoral algarvio os novos centros económicos e políticos.

Descer o Rio Arade
Durante milénios, barcos vindos do Atlântico e do Mediterrâneo subiram e desceram o rio. Refazer esse percurso é caminhar pela história. Que começa em Silves e, logo em seguida, com a antiga península onde se ergueu a feitoria e fortaleza do Cerro da Rocha Branca. Mais abaixo, os restos de uma torre de vigia medieval e, no ilhéu do Rosário, vestígios da presença dos romanos. Foi neste troço do rio que acostaram os barcos dos cruzados aquando da primeira conquista de Silves e, antes deles, em 966, uma frota de navios vikings, desejosos de saque, foi cercada e parcialmente destruída.
Continuando rio abaixo, chega-se a Portimão e ao mar, às fortalezas que defendiam a barra do rio.

Actualizado em: 22-07-2014

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